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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Onde foi parar a sensibilidade...





"Onde foi parar a sensibilidade? A delicadeza dos sentimentos está cada vez mais ausente nas pessoas. A constante busca pelo materialismo transforma seres humanos, em ‘seres máquinas’. Programados, indiferentes, frios e distantes dos outros e principalmente de si mesmos! Onde está o observar uma flor, sentindo o seu perfume? Olhar as estrelas, o luar... O estar ao lado do outro de fato, sentindo de verdade? A encantada natureza que ‘grita por socorro’, nem mesmo esta mais está sendo apreciada pelo homem... Onde foi parar a sensibilidade? Esta, é confundida até com a falta de educação. Alguns tornam-se tão frios, que acham uma perda de tempo um sincero ‘bom dia’. O abraço, o aconchego, a ternura... O real bem querer, estar presente de fato ao lado do outro, fazer-se presente de coração e alma. Ser inteiro e não metade. Silenciar a mente e o coração ouvindo uma melodia que acalma, sentir o ritmo da mesma. Ponderar atitudes, perceber os erros, ‘voltar atrás’ se preciso for, ter calor humano... A falta de sensibilidade torna um ser humano excluído de si mesmo, perdendo-se nos próprios pensamentos, no silêncio diário que o acompanha, na observação calada e incerta, empurrando-se tão pra dentro de si mesmo, evitando tanto o sentir, que seu coração acaba endurecendo sem ao menos perceber.Preocupa-se mais com o ‘ter’ do que com o ‘Ser’! Uma angústia que consome lentamente a alma, fechando todas as portas para quem está ‘do lado de fora’ tentando alguma aproximação. Onde foi parar a sensibilidade? A gentileza, o sorriso sincero, o olhar de ternura, o envolver o outro de coração e alma, a verdadeira vontade de fazer o outro sentir-se bem na sua presença, o importar-se de fato com o outro... E não ‘fazer de conta’ que se importa. Por que tudo isso é tão difícil? O que leva alguém não entender a Simplicidade da vida? O Ser e Sentir? Onde estão os brandos corações? Escondidos? Isolados? Deixados de lado? Sim, o sofrimento ensina sim, tudo ensina, tudo é um constante aprendizado. Mas, para que buscar o sofrimento com as próprias mãos? Quando se pode ter um coração repleto de amor, compreensão e Sensibilidade? Na correria frenética diária, tentam fugir incólumes de si mesmos, tentam contornar situações desastrosas com um intrigante silêncio, que nada mais é do que auto defesa perante a responsabilidade da vida. A responsabilidade da felicidade. Então, surge a depressão, o ‘sem sentido’ da vida, um mergulho na ausência de si mesmo. Ah... Vida bela vida e todos os seus encantos. Por que ‘tem que’ ser assim? Quando é tão mais fácil e delicioso sermos a nós mesmos. Aparências, máscaras, fugas, medos... Nada disso é necessário quando somos autênticos, verdadeiramente amáveis e com a delicadeza dos sentimentos em ordem. Quando se está ‘alinhado’ com as Forças do Universo, quando tudo está em conformidade, força alguma contrária pode nos preencher. Nada consegue impedir que o amor siga em frente, pois somente o amor constrói, somente o amor enriquece a vida e muda qualquer situação. Sensibilidade... Sentir, ouvir, tocar, abraçar... Fazendo o outro sentir-se bem de verdade, sentimos em dobro o Bem Querer... O outro não usa de sensibilidade? Depende do outro a sua sensibilidade? Que pena... Quanto poder você coloca nas mãos do outro... Quanto desperdício. Sinta... Sinta cada momento, viva intensamente a magia da vida, que docemente mostra pra você cada nova fase, mesmo que esta seja dolorosa. Mas se você olhar de novo, e com os olhos do amor, irá perceber quanta beleza está deixando de lado. Então tudo se transforma, e tudo o mais será acrescentado, segundo as Leis do Universo."


Autoria: Gênice Suavi

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