terça-feira, 27 de agosto de 2013

O mundo do faz de conta...






Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez, trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.

Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas, dizia ela.

O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi de meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal.

Algumas décadas mais tarde, fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter. Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter e ter.

Na atualidade, estou presenciando a fase do faz de conta. Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem.

Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem, profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita.

Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos fazem de conta que são representantes de Deus, e fieis fazem de contam que têm fé.

Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justiça faz de conta que funciona e faz de conta que é imparcial.

Traficantes fazem de conta que são cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não impulsionam esse nefando mercado do crime.

Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem.

Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros.

E a maioria da população faz de conta que está tudo bem. Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência. Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não há como justificar.

Importante salientar, todavia, que essa representação no dia a dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento. A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba em uma frustração sem fim.

Raras pessoas são realmente autênticas. Por isso elas se destacam em seus ambientes. São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer alarde disso. São profissionais éticos e competentes, amigos leiais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fieis aos ensinos que ministram. São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e, acima de tudo, fieis consigo mesmas. Pessoas realmente autênticas são raras. ,as existem. Na maioria das vezes, são pessoas felizes.

O médico Dráuzio Varella nos ensina. Se não quiser adoecer, não viva de aparências. Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar ser perfeito, bonzinho, etc, está acumulando toneladas de peso, uma estátua de bronze, mas com os pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a nós mesmos. Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim, à nossa própria consciência.

(A.D.)

O perdão...





Precisamos parecer um pouco com os outros para compreendê-los, mas precisamos ser um pouco diferentes para amá-los.
 
(Paul Géraldy)

 O perdão é uma ferramenta indispensável para nossa libertação. Se me perguntarem qual o sentimento mais libertador, eu direi, sem pensar muito, que é o ato de perdoar. O perdão, através do verdadeiro acolhimento e da real compreensão da situação que nos magoou, consegue nos encaminhar para a alforria de qualquer dor, cisão, e nos abre o caminho para a verdadeira inteireza.

Quando me refiro ao ato de perdoar, não é sobre o perdão eclesiástico, por medo de arder no fogo do inferno. Muito menos referente à submissão de outrem à nossa própria altivez, nos delegando algum poder ou superioridade, como se tivéssemos o poder divino de decisão. Não estou falando também de empurrar emoções para debaixo do tapete, motivado(a) pela ilusão de que sentimentos reprimidos não representam ameaças. Não. Falo sobre a compreensão genuína das nossas mágoas, ressentimentos, medos e melindres, para que possamos acolhê-los, compreendê-los e perdoar a nós mesmos e aos outros. Viver, conviver, compartilhar significam ganhos e perdas nas relações.

As pessoas são diferentes, têm suas dificuldades, suas inseguranças, suas carências, e quando isso é colocado em xeque ou em confronto com o outro, o cálice transborda. Na maioria das vezes sobram ressentimentos, amarguras e uma terrível sensação de decepção e desamparo. Quem nunca se sentiu assim? Pois é, mas a vida continua e precisamos estar inteiros e disponíveis para sermos quem em verdade somos. Não podemos carregar uma bagagem pesada e estarmos, ao mesmo tempo, livres e íntegros. Quando um copo está cheio, uma gota o faz transbordar. As pessoas são humanas, como nós; erram, acertam; não se pode esquecer que ninguém é igual sempre. O que eu fui ontem, certamente não é mais o que sou hoje.

Os sentimentos mudam, os valores também. Ficarmos atrelados ao passado, seja nosso ou do outro, é estúpido, improdutivo e, o pior, involutivo. Ser tomado pela fúria e por mágoas demanda muita adrenalina, desgaste físico, emocional, mental e energético. Perdemos muito, em todos os sentidos, com essas emoções. Precisamos exonerar pensamentos obsessivos que insistem em nos perseguir e se instalar em nosso emocional. Se estamos lotados de raiva, rancor e anseios de retaliação, contaminamos nosso ambiente, as pessoas, nossos projetos, nossos desejos, e perdemos essa energia fecunda que nos faz prósperos, bem-sucedidos, amados, criativos, generosos e consequentemente inteiros e mais felizes.

 “Uma certa vez um velho índio disse: dentro de mim, existem dois cachorros: um deles é cruel e perverso, o outro, generoso e magnânimo. Os dois estão sempre brigando! Quando perguntaram qual dos dois cães ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: Aquele que eu alimento!”

Autoria: Wanda Alves

O bosque...






Tempos atrás, tive um vizinho, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Algumas vezes eu observava de minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores todos os dias.

Entretanto, o que mais me chamava a atenção era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Notei depois de um tempo que suas árvores estavam demorando muito para crescer.

Certo dia, decidi aproximar-me dele e lhe perguntei se não tinha receio de que suas árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi então que,com um ar orgulhoso, me descreveu sua fantástica teoria. Me disse que se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam à superfície e estariam sempre esperando pela água mais fácil vinda de cima.

Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, porque suas raízes tenderiam a aprofundar no solo, em busca da água e das variadas fontes de nutrientes encontradas nas profundezas do solo. Essa foi a conversa que tive com aquele meu vizinho. Depois disso, fui viver em outro país, e nunca mais tornei a vê-lo... Vários anos mais tarde, ao retornar do exterior, fui rever minha antiga residência.

Ao aproximar-me, notei um bosque onde antes não havia. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho! O curioso era que naquele dia havia um vento muito forte e gelado, e todas as árvores das alamedas estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal daquele que havia sido meu vizinho, notei como suas árvores estavam firmes, praticamente não se mexiam, resistindo implacavelmente àquela ventania. Efeito curioso, pensei...

As adversidades por que passaram aquelas árvores, tendo sido privadas da água fácil, pareciam tê-las beneficiado, como se houvessem recebido o melhor dos tratamentos. Todas as noites, antes de ir me dormir, dou sempre uma olhada em meus filhos, me inclino sobre suas camas e observo como têm crescido. Frequentemente oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam facilitadas.

 “Deus meu, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões deste mundo”. Tenho pensado que é hora de substituir meus pensamentos. Esta mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes alcancem meus filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas, e agora me dou conta que minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido demasiado ingênuas...

E o farei porque, queiramos ou não, a vida não é muito fácil. Agora pedirei que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam extrair energia das melhores fontes -das mais divinas-, que se encontram nos lugares mais remotos.

Oramos demasiado para não termos dificuldades, mas seria necessário apenas pedir para desenvolvermos raízes fortes e profundas, de tal maneira que, quando as tempestades cheguem e os ventos gelados soprem, resistamos com valor e não sejamos dominados. Que Deus te dê raízes profundas!

(A.D.)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Por que as mulheres não estão loucas...






Você é tão sensível. Tão emocional. Tão defensiva. Você está exagerando. Calma. Relaxe. Pare de surtar! Você é louca! Eu estava só brincando, você não tem senso de humor? Você é tão dramática. Deixa pra lá de uma vez!

Soa familiar?

Se você é uma mulher, provavelmente sim.

Você alguma vez escuta esse tipo de comentário de seu marido, parceiro, chefe, amigos, colegas ou parentes após expressar frustração, tristeza ou raiva sobre algo que eles disseram ou fizeram?

Quando alguém diz essas coisas a você, não é um exemplo de comportamento sem consideração. Quando seu marido aparece meia hora atrasado para o jantar sem avisar – isso é desconsideração. Uma observação com o propósito de calar você – como, “Relaxa, está exagerando” – logo após você apontar o comportamento ruim de alguém é manipulação emocional, pura e simples.

E é esse o tipo de manipulação emocional que alimenta uma epidemia em nosso país, uma epidemia que define as mulheres como loucas, irracionais, exageradamente sensíveis e confusas. Essa epidemia ajuda a alimentar a ideia de que as menores provocações fazem com que as mulheres libertem suas (loucas) emoções. Isso é falso e injusto. Acho que é hora de separar o comportamento sem consideração de manipulação emocional e começarmos a usar uma palavra fora de nosso vocabulário usual.

Quero introduzir um útil temo para identificar essas reações: “gaslaitear“.

(pequeno adendo do editor: “gaslaitear” foi uma adaptação do termo gaslighting para o português, para facilitar a compreensão do texto)

Gaslaitear é um termo usado com frequência por profissionais da área de saúde mental (não sou um deles) para descrever comportamento manipulador usado para induzir pessoas a pensarem que suas reações são tão insanas que só podem estar malucas.

O termo vem do filme de 1944 da MGM, “Gaslight“, estrelando Ingrid Bergman. O marido de Bergman no filme, interpretado por Charles Boyer, quer tomar sua fortuna. Ele se dá conta de que pode conseguir isso fazendo com que ela seja considerada insana e enviada para uma instituição mental. Para tanto, ele intencionalmente prepara as lâmpadas de gás (no inglês, “gaslights”, vindo daí o nome do filme) de sua casa para ligarem e desligarem alternadamente.

E toda vez que Ingrid reage a isso, ele diz a ela que está vendo coisas.

Nesse contexto, uma pessoa gaslaiteadora é alguém que apresenta informação falsa para alterar a percepção da vítima sobre si mesma.

Hoje, quando o termo é usado, usualmente significa que o perpetrador usou expressões como, “Você é tão estúpida” ou “Ninguém jamais vai te querer” para a vítima.

Essa é uma forma intencional e premeditada de gaslaitear, como as ações do personagem de Charles Boyer no filme Gaslight, no qual ele estrategicamente age para fazer com que sua esposa acredite estar confusa.

A forma de gaslaitear que estou apontando nem sempre é premeditada ou intencional, o que a torna pior, pois significa que todos nós, especialmente as mulheres, já tiveram que lidar com isso em algum momento.

Aqueles que gaslaiteaim criam reações – seja raiva, frustração, tristeza – na pessoa com quem estão interagindo. Então, quando essa pessoa reage, o gaslaiteador a faz sentir desconfortável e insegura por agir como se seus sentimentos fossem irracionais ou anormais.

* * *

Minha amiga Anna (todos os nomes trocados por questão de privacidade, claro) é casada com um homem que sente a necessidade de fazer observações não solicitadas e aleatórias sobre seu peso.

Sempre que ela fica brava ou frustrada com seus comentários insensíveis, ele responde da mesma maneira defensiva, “Você é tão sensível, estou só brincando”.

Minha amiga Abbie trabalha para um homem que, quase todos os dias, acha um jeito de criticá-la, assim como a qualidade de seu trabalho. Observações como “Você não consegue fazer algo direito?” ou “Por que fui te contratar?” são comuns para ela. Seu chefe não tem dificuldade em demitir pessoas (o que faz regularmente), então seria difícil pensar, baseado nesses comentários, que Abbie trabalha pra ele há seis anos.

Mas toda vez que ela se posiciona e diz “Não me ajuda em nada quando você diz essas coisas”, ela recebe a mesma resposta:

    “Relaxa, você está exagerando.”

É muito mais fácil manipular emocionalmente alguém que foi condicionado por nossa sociedade para tal. Nós continuamos a impor isso sobre as mulheres pelo simples fato de que elas não recusam nossos fardos. É a covardice suprema.

Abbie pensa que seu chefe está apenas sendo um babaca nesses momentos, mas a verdade é que ele está fazendo esses comentários para induzí-la a achar que suas reações não fazem sentido. E é exatamente esse tipo de manipulação que a faz sentir culpada por ser sensível e, como resultado, se recusar a deixar seu emprego.

Mas gaslaitear pode ser tão simples quanto alguém sorrindo e dizendo, “Você é tão sensível”, para outra pessoa. Tal comentário pode soar inócuo, mas naquele contexto a pessoa está emitindo um julgamento sobre como a outra deveria se sentir.

Mesmo que lidar com gaslaitear não seja uma verdade universal para todas as mulheres, nós certamente conhecemos muitas delas que enfrentam isso no trabalho, em casa ou em seus relacionamentos.

E o ato de gaslaitear não afeta só mulheres inseguras. Até mesmo mulheres assertivas e confiantes estão vulneráveis. Por quê?

Porque as mulheres suportam o peso da nossa neurose. É muito mais fácil para nós colocar nossos fardos emocionais nos ombros de nossas esposas, amigas, namoradas e empregadas, do que é impô-los nos ombros dos homens.

Quer gaslaitear seja consciente ou não, produz o mesmo resultado: torna algumas mulheres emocionalmente mudas.

Essas mulheres não conseguem expressar com clareza para seus esposos que o que é dito ou feito a elas as machuca. Elas não conseguem dizer a seus chefes que esse comportamento é desrespeitoso e as impede de trabalhar melhor. Elas não conseguem dizer a seus parentes que, quando eles são críticos, estão fazendo mais mal do que bem.

Quando essas mulheres recebem qualquer tipo de reprimenda por suas reações, tendem a deixar passar, pensando, “Esqueça, tá tudo bem.”

Esse “esqueça” não significa apenas deixar um pensamento de lado, é ignorar a si mesma. Me parte o coração.

Não é de se admirar que algumas mulheres sejam inconscientemente passivas agressivas ao expressarem raiva, tristeza ou frustração. Por anos, têm se sujeitado a tanto abuso que nem conseguem mais se expressar de um modo que seja autêntico para elas.

Elas dizem “sinto muito” antes de darem sua opinião. Em um email ou mensagem de texto, colocam uma carinha feliz ao lado de uma questão ou preocupação séria, de modo a reduzir o impacto de expressarem seus verdadeiros sentimentos.

Você sabe como é: “Você está atrasado :) ”

Essas são as mesmas mulheres que seguem em relacionamentos dos quais deveriam sair, que não seguem seus sonhos, que desistem da vida que gostariam de viver.

“Aqui está tudo que precisa saber sobre homens e mulheres: mulheres são loucas, homens são estúpidos. E a principal razão pela qual as mulheres são loucas é porque os homens são estúpidos.” 

George Carlin

* * *

Desde que embarquei nessa auto-exploração feminista na minha vida e nas vidas das mulheres que conheço, esse conceito das mulheres como “loucas” tem de fato emergido como uma séria questão na sociedade e igualmente uma grande frustração para as mulheres em minha vida, de modo geral.

Desde o modo com que as mulheres são retratadas em reality shows a como nós condicionamos meninos e meninas a verem as mulheres, acabamos aceitando a ideia de que as mulheres são desequilibradas, indivíduos irracionais, especialmente em momentos de raiva e frustração.

Outro dia mesmo, em um vôo de São Francisco para Los Angeles, uma aeromoça que acabou me reconhecendo de outras viagens perguntou qual era minha profissão. Quando disse a ela que escrevo principalmente sobre mulheres, ela logo riu e perguntou, “Oh, sobre como somos malucas?”.

Sua reação instintiva ao meu trabalho me deixou um bocado deprimido. Apesar de ter respondido como uma brincadeira, a pergunta dela não deixa de apontar um padrão sexista que atravessa todas as facetas da sociedade, sobre como homens veem as mulheres, o que impacta enormente como as mulheres enxergam a si mesmas.

Até onde sei, a epidemia de gaslaitear é parte da luta contra os obstáculos da desigualdade que as mulheres enfrentam. Gaslaitear rouba sua ferramenta mais forte: sua voz. Isso é algo que fazemos com elas todos dias, de diferentes modos.

Não acho que essa ideia de que as mulheres são “loucas” está baseada em algum tipo de conspiração massiva. Na verdade, acredito que está conectada à lenta e firme batida das mulheres sendo minadas e postas de lado, diariamente. E gaslaitear é uma das muitas razões pelas quais estamos lidando com essa construção pública das mulheres como “loucas”.

Reconheço ter gaslaiteado minhas amigas no passado (mas nunca os amigos – surpresa, surpresa). É vergonhoso, mas fico feliz em ter me dado conta disso e cessado de agir dessa maneira.

Mesmo tomando responsabilidade por meus atos, acredito sim que, junto com outros homens, sou um produto de nosso condicionamento. E que ele nos dificulta admitir culpa e expor qualquer tipo de emoção.

Quando somos desencorajados de expressar nossas emoções em nossa infância e adolescência, isso faz com que muitos de nós sigam firmes em sua recusa de expressar arrependimento quando vemos alguém sofrendo por conta de nossas ações.

Quando estava escrevendo esse artigo, me lembrei de uma de minhas falas favoritas de Gloria Steinem:

    “O primeiro problema para todos nós, homens e mulheres, não é aprender; mas sim desaprender.”

Então, para muitos de nós, o assunto é primeiro desaprender como usar essas lâmpadas de gás (referência à origem do termo gaslighting/gaslaitear) e entender os sentimentos, opiniões e posições das mulheres em nossas vidas.

Pois a questão de gaslaitear não seria, em última instância, sobre nosso condicionamento em acreditar que as opiniões das mulheres não têm tanto peso quanto as nossas? Que o que elas têm a dizer e o que sentem não é tão legítimo quanto o que nós dizemos e sentimos?

Autoria: Yashar Ali

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Doçura...

 
 
 
"... Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem o fundo das coisas. Ouvidos que escutam o coração das coisas. Boca que fala a essência das coisas. Doçura é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida e a habilidade de lá descansar e assistir. O que é realmente doce nunca pode ser vítima do tempo. Porque doçura é a qualidade da pessoa cuja vida tocou a eternidade!..."

Autoria: Brahma Kumaris

O que é mais importante...




"... Uma vez perguntei:
- O que é mais importante, amar ou ser amado?
E me responderam:
- O que é mais importante para um pássaro, a asa esquerda ou a direita?

...E  assim conclui que os dois tem que estar juntos..."

(A.D.)

Uma questão de atitude...





"... Quando alguém falar com você de forma rude, agressiva ou autoritária, teste o seu poder mental. Procure não responder da mesma forma, isto aumentaria a energia negativa. Tente, nesse momento, doar uma virtude através do seu pensamento. Algo que sua intuição diz que ela precise. Assim você permanecerá protegido das negatividades dela, como também estará ajudando-a no processo de transformação pessoal. Poder não é medido pela altura da voz, e sim pela atitude da mente..."
 
Autoria: Brahma Kumaris

Verdade...




"... De todas as certezas que possuo,  esta é a mais bela:
Sou metade incompleta que só a eternidade poderá preencher..."

Autoria: Pe. Fábio de Melo

Faz parte da vida...




"... Você pensa que nunca vai esquecer, mas esquece.
Você pensa que essa dor nunca vai passar mas passa.
Você pensa que tudo é eterno mas não é.
E não há nada de trágico nisso...
Faz parte da VIDA!..."

Autoria:  Pe. Fábio de Melo

A fé...

 
 
 
"... A fé é um exercício pra vida inteira. Muitas e muitas vezes, eu me distancio incrivelmente dela, achando que posso resolver tudo sozinha. Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum, eu me atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o sorriso. Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e se amplia na minha paisagem interna. Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender..."

Autoria: Ana Jácomo

Serenidade...




"... A serenidade real não é tão visível na face como nos olhos. Ninguém pode evitar ser sacudido, mas ser provocado e ainda manter-se capaz de mergulhar e tocar sua própria força, isto é mostrado somente através dos olhos. Quando uma pedra é jogada na vida de tal pessoa - uma crítica, um problema, um desafio - só a superfície fica agitada, nada mais..."

Autoria: Brahama Kumaris

Um segredo...





''... Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las...''

Autoria: Friedrich Nietzsche

Sabedoria...




"... Precisamos abandonar a ideia de que a sabedoria é saber de tudo - os porquês. A sabedoria é muitas vezes mais sutil, tanto mais simples e extremamente mais complexa. Sabedoria significa ouvir a voz mansa, o sussurro que pode ser facilmente perdida no turbilhão de afazeres, expectativas e convenções do mundo..."
 
Autoria: Jean M. Blomquist

Descontentamento...




“... Acontece que quando o referencial em nossa vida está no exterior criamos aos poucos, como se não soubéssemos, uma desarmonia dentro de nós, conseqüência natural de nossa desconexão. Com esta desarmonia nós fazemos um convite a um certo tipo de descontentamento inconsciente. Um descontentamento que conseguimos esconder por um tempo, enquanto não houver sofrimento.

O descontentamento vai se somando no interior e se demorarmos a tomar consciência deste descontentamento, certamente, esta realidade subjetiva, da qual não é possível fugir, irá se manifestar em nossa vida. Seja através da forma como nos relacionamos com nós mesmos, com o nosso corpo, a nossa saúde e os nossos hábitos de vida, seja através da forma como nos relacionamos com as pessoas do nosso convívio, a nossa família e amizades, seja na nossa relação com o mundo em que vivemos. E iremos experimentar as conseqüências. Nós criamos e atraímos o sofrimento..."

Autoria: Antonio Caldas

sábado, 10 de agosto de 2013

Ponto de vista...




"... Não quero deixar o que eu penso tornar-se definitivo nunca. Há tanta coisa para aprender, tanta informação para absorver. Se tudo na vida é uma questão de “ponto” de vista, o meu, certamente, é reticências…"

Autoria: Fernanda Gaona

Energia maior...




"... Não posso provar a você que Deus existe, mas o meu trabalho provou empiricamente que o "padrão de Deus" existe em cada homem, e que esse padrão é a maior energia transformadora de que a vida é capaz de dispor ao indivíduo. Encontre esse padrão em você mesmo e a sua vida será transformada..."

Autoria: Carl Gustav Jung

Aprendendo...





"... Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos..."

Autoria: Martha Medeiros

A cada manhã...




"... Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro..."

Autoria: Ana Jácomo

Felicidade...




"... Felicidade não é nenhuma recompensa, é um direito natural de todo ser humano. Se você já foi feliz um dia, mesmo que por um momento, isso pode encher seu coração de esperança. Porque o sol volta, a chuva volta, mesmo as tempestades voltam, mas os bons momentos voltam também..."

Autoria: Letícia Thompson

Oração...





 Senhor, proteja-nos, porque a Vida é a única maneira
que temos para manifestar o Teu milagre.
Que a terra continue transformando a semente
em trigo, que nós continuemos transmutando o
trigo em pão. E isto só é possível se tivermos
Amor - portanto, nunca nos deixe em solidão.
Dai-nos sempre a Tua companhia, e a companhia
de homens e mulheres que têm dúvidas, agem,
sonham, se entusiasmam,
e vivem como se cada dia
fosse totalmente dedicado à Tua glória.
Amém!

Autoria: Paulo Coelho

Tudo tem sentido...

 
 
 
"... Basta entender que todos nós estamos aqui por uma razão, e basta comprometer-se com ela. Assim podemos rir, de nossos grandes ou pequenos sofrimentos e caminhar sem medo, conscientes de que cada passo tem um sentido..."

Autoria: Paulo Coelho

Deus é como o vento...




"... Deus é como o vento. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos a sua música nas folhas das árvores e o seu assobio nas gretas das portas. Mas não sabemos de onde vem nem para onde vai. Na flauta, o vento se transforma em melodia. Mas não é possível engarrafá-lo. No entanto, as religiões tentam engarrafá-lo em lugares fechados a que elas dão o nome de 'Casa de Deus'. Mas, se Deus mora numa casa, estará ele ausente do resto do mundo? Vento engarrafado não sopra..."

Autoria: Rubem Alves

Deus...




"... Eu lhe digo que estou em todas as flores, todos os arco-íris, todas as estrelas do céu, e em tudo, em todos os planetas que giram em torno de todos os astros.

Eu sou o sussurro do vento, o calor de seu sol, a incrível individualidade e a extraordinária perfeição de todos os flocos de neve.

Eu sou majestade no voo alto das águias e a inocência da corça no campo; a coragem dos leões e a sabedoria dos antigos..."

Autoria: Neale Donald Walsch

Seguir a intuição...





“... A fase mais importante é a ativação da consciência maior, que é a sua capacidade de se doar conscientemente. Isso é sinônimo de colocar cada molécula do seu corpo a serviço da vontade divina. É um trabalho de entrega, de rendição a Deus, onde você aprende a seguir sua intuição compreendendo que ela é a voz de Deus, a voz do Mestre falando dentro de você...”

(A.D.)

Paz interior...




"... Quem recebe o seu olhar, ouve a sua voz,  toca a sua mão ou abraça você  entra em contato com o exuberante poder de Deus. Se Ele está em todas as coisas, mais se manifesta por você. E pelas vias da sua inteligência, emoções e obras,  vai produzindo maravilhas, nos seus relacionamentos. Jamais se sinta distanciado de Deus, longe de Sua presença. Ele é que dá vida a você e faz com que seu toque e palavras produzam bons significados e transbordem de paz e alegria. Sinta-se com Deus. A convicção de estar com Deus traz paz interior..."

(A.D.)

A imaginação é poderosa...




"... É com ela que você chega a conclusões, desperta o poder da vontade, realiza obras e semeia certezas e alegrias no seu interior.

Em quem não imagina suficientemente o que quer, a força de vontade não se estabelece. Mas, quem imagina consegue pô-la em prática.

A imaginação é o arco de onde sai a seta da vontade.

Desse arco também saem outras setas, como a do esclarecimento, a do prazer de viver, a da concórdia, a da paz, a da esperança, a da saúde e de tudo o mais que lhe favorece.

A vitória na vida nasce de uma boa imaginação..."

(A.D.)

Cá entre nós...





"... Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
É pena que alguns familiares, amigos e conhecidos
não consigam entender a grandeza da amizade
que compartilhamos através da nossa rede virtual.

Eles não podem compreender
como pessoas podem trocar tanto carinho, sem nunca ter se encontrado,
sem nunca ter se visto,
sem nunca ter se conhecido pessoalmente.

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
Eu quero que tu saibas que este dia é especial
e o quanto representas para mim neste espaço virtual.
Nós dividimos nossos pensamentos, nossas emoções, nossas risadas,
nossos sonhos, nossos desejos...

Com que outro meio faríamos isso tão bem?

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:

Eles não sabem que nós,
somos amigos de todas as horas, nos preocupamos uns com os outros,
ponderamos situações, trocamos e partilhamos tantas coisas que aprendemos aqui.
Eles não sabem o quanto podemos e temos ainda a aprender!

Eis porque agora eu te envio esta mensagem:

quero dar brilho ao teu dia, enviar-te milhões de purpurinas,
desejar-te toda a felicidade em todos os dias de tua vida!

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
Eu agradeço aos céus este mundo virtual
porque sem ele, eu nunca conseguiria chegar assim tão perto de ti!..."

(A.D.)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dever do encorajamento...




"... Um dos mais elevados deveres humanos é o dever do encorajamento... É fácil rir dos ideais dos homens; é fácil despejar água fria no seu entusiasmo; é fácil desencorajar os outros. O mundo está cheio de desencorajadores. Temos o dever de encorajar-nos uns aos outros. Muitas vezes uma palavra de reconhecimento, ou de agradecimento, ou de apreço, ou de ânimo tem mantido um homem em pé..." 

                                                           Autoria:  William Barclay

Sobre adiamentos...





"... Sabemos que aquilo que vive tem seu tempo e, quer queira, quer não, é ininterruptamente tocado pela mudança. Sabemos que ela, essa criativa e imprevisível desenhista, modifica as feições de tudo a cada segundo com mãos hábeis e movimentos muitas vezes imperceptíveis. Sabemos, mas costumamos agir como se ignorássemos, talvez no afã de ignorarmos que também a nossa vida dança de acordo com a música da irrevogável lei da impermanência. Por mais que possa ser difícil admitir, não temos o mínimo controle com relação ao tempo de nada, inclusive do nosso. Saber disso pode ser apenas assustador. Saber disso pode, de variados jeitos, nos fazer sofrer e amarrar os nossos passos. Mas a clara consciência disso também pode abrir nossos caminhos. Também pode fazer uma diferença incrível. Também pode ser uma perspectiva que nos motive a viver a oportunidade de cada instante com mais atenção, responsabilidade, afeto, presença, liberdade..."

Autoria: Ana Jácomo

Felicidade...





"... Todo aquele que inicia sua jornada no autoconhecimento, deve estar preparado para os desafios que encontrará pela frente. O principal deles é quando suas escolhas, decisões e opiniões, passam a se confrontar com as do restante do mundo. De modo geral, surgem conflitos com as pessoas mais próximas, como a família e os amigos, que não conseguem compreender suas atitudes, agora ditadas por seu guia interior.

Nesses momentos, podem surgir dúvidas quanto a essas escolhas, e o temor da rejeição por parte daqueles que se contraria. De fato, muitos poderão afastar-se de nós, e de outros nos afastaremos voluntariamente, já que não encontraremos nessa convivência a mesma sintonia de antes, quando éramos direcionados por nosso ego frágil e carente de aprovação.

O medo da desaprovação, aliás, é um dos motivos que leva muitas pessoas a agir de acordo com as expectativas que os outros nutrem a seu respeito, e não em sintonia com seu coração. Desse modo, garantem atenção e sentem-se pertencentes a um grupo, ainda que este não seja capaz de ajudar a preencher o seu vazio ou a reduzir a sua miséria interior.

É necessário coragem para romper com tais padrões de comportamento e, quando a dúvida surgir, basta lembrar-se que a felicidade deve ser sempre o critério a guiar nossas escolhas. Se estivermos infelizes, precisamos tomar decisões que nos libertem desta infelicidade, ainda que estas decisões contrariem o restante do mundo. Nem sempre podemos, a um só tempo, satisfazer nossos anseios e as expectativas que os outros alimentam sobre nós. Aliás, na maioria das vezes, esta conciliação não é possível.

Portanto, por mais que nos acusem de egoístas ou individualistas, o importante é termos em mente que o amor por si mesmo e a busca da paz interior deve ser sempre a nossa principal diretriz.

Se em algum momento tivermos de escolher entre nossa própria felicidade e a de outrem, devemos fazê-lo com total consciência. Aqueles que escolhem sempre o bem estar alheio, em detrimento de si mesmos, pagam um alto preço e mais cedo ou mais tarde, acabam cobrando dos outros por uma escolha que foi unicamente sua.

Perceber, a cada momento da vida, se estamos verdadeiramente felizes, exige uma consciência sempre alerta sobre nossos reais sentimentos. Este é o caminho mais seguro para que não tenhamos dúvidas quanto às nossas escolhas..."

Autoria: Elisabeth Cavalcante

Eu aposto na vida...





"... Eu aposto na vida, mesmo diante das dificuldades. Aposto no sorriso, na esperança de um novo dia, porque descobri o prazer de viver cada emoção, cada situação, sem me importar com o desafio; rasgando as entranhas diante da dor, vibrando a cada nova conquista...

Criei um pequeno jardim, no meu pequeno apartamento; plantei uma árvore na praça em frente; escrevo pequenas poesias que não mostro pra ninguém, mas descobri a emoção de lê-las sozinho e até chorar. Eu aposto no valor da emoção, dos sentimentos, de pessoas que se buscam, se entrosam e se amam.

Eu aposto nas possibilidades, na amizade sincera, na beleza infinita da natureza, no brilho da lua, na justiça dos raios solares que não privilegia ninguém, na brisa que me levanta o ânimo, me dá certezas...

Eu aposto na vida, mesmo diante do maior problema, porque descobri que cada novo dia é uma folha em branco, onde posso escrever memórias, relembrar fatos e criar o futuro, futuro que rabisco com tintas coloridas, e que chamo carinhosamente de esperança..."

Autoria: Paulo Roberto Gaefke

Sinais de maturidade...




"... A gente não sabe ao certo quando ela chega nem como ela se instala - talvez porque seja de forma lenta e quase imperceptível - mas de repente a gente se dá conta da prazerosa sensação da maturidade.

A pessoa madura sente-se mais livre para expressar pensamentos e sentimentos, dizer a sua verdade calma e mansamente. Muitas vezes opta por não dizer nada ainda que esperem que ela diga, e isto não lhe causa nenhuma culpa ou constrangimento.

A pessoa madura sente-se contente consigo mesma, valoriza o longo trajeto já percorrido e verifica que tanto as vitórias quanto as derrotas foram necessárias para o seu crescimento e plenitude.

Não se desespera quando a vida parece dar uma longa pausa e aguarda com serenidade e otimismo as novas circunstâncias ainda não configuradas no cenário de sua existência.

A pessoa madura decididamente não faz tipo e se liberta de vez da idéia: mas o que vão pensar de mim??? Aprende a distinguir valores essenciais dos valores supérfluos e descartáveis. Sabe que esta passagem pela terra é rápida demais para ser desperdiçada com mazelas.

Os sonhos, projetos e ideais de uma pessoa madura são quase sempre exequíveis. Contenta-se com o que tem, ajusta-se dentro do próprio orçamento, não gasta mais do que ganha e faz algumas renúncias (de forma serena) em prol de seu núcleo familiar ou de alguma causa que resulte no bem comum.

A pessoa madura se despoja dos melindres, se despe dos preconceitos, deixa de ser reativa para ser pró-ativa. Aprende a gostar da própria companhia, torna-se a melhor amiga de si mesma dando ao próprio "eu" os contornos do equilíbrio.

Conhece seus pontos fortes e fracos, sabe que não tem todas as respostas nem é dona da verdade, mas mantêm um código secreto de verdades e valores próprios que lhe permitem nortear-se, de forma positiva, pelas diversas circunstâncias da vida.

A pessoa madura não aparenta ser. Ela é!
Ela é alguém que fez um "clean-up", passou o "desfragmentador" no seu "disco rígido" e deu "del" em centenas de arquivos inúteis que atravancavam e emperravam o livre fluxo da própria existência. Ela é alguém que está em paz consigo mesma..."

Autoria: Fátima Irene Pinto

Incapacidade ou acomodação?





"... As facilidades da vida nos limitam. Todas as nossas perfeições nos deixam assim preguiçosos e acomodados. Não desenvolvemos, por que não vemos a necessidade de ir além. É como ter acesso a algo e nunca buscá-lo, exatamente por que está ali, disponível.

Nos extasiamos diante daqueles que encontram dificuldades e as vencem. Ficamos boquiabertos diante de vídeos de deficientes que fazem muito mais que nós e nesses instantes nos sentimos culpados. Mas isso passa logo. Poderíamos, nesse caso, nos perguntar quem é o verdadeiro deficiente.

Nos esquecemos que a vida é cheia de alternativas e nos bloqueamos diante do primeiro muro. Precisaremos primeiro estar cegos para que possamos desenvolver nossos outros sentidos? Será necessário perder o uso das pernas para se fazer uso das mãos e da mente?

Deus nos vê e Seu coração deve ficar apertado. Então Ele permite as dificuldades, não para nos maltratar, mas para que possa sair de nós o que melhor temos, como a pérola fechada na concha e infinitamente mais linda que sua roupa.

A vida nos mói, amassa, derruba muitas vezes para que possamos encontrar as saídas, para que possamos aprender a enxergar com os olhos da fé, para que possamos desenvolver outros sentidos e enriquecer nossas vidas. Para que possamos ser exemplo para os que vêm atrás de nós, assim como são para nós aqueles que seguem adiante e nem sequer compreendemos como é que conseguem as forças.

Não é a cegueira ou os defeitos físicos que nos tornam incapazes e debilitados, mas a cegueira e defeitos da acomodação, do desânimo, da falta de perseverança.

As alternativas não faltam na vida. O que falta, muitas vezes, é a motivação. E se esta não vem por si só, será necessário sim uma queda, uma perda, uma dor para que possamos florescer e mostrar ao mundo do quanto somos capazes..."

Autoria: Letícia Thompson

Paciência, uma virtude...





“... Nós nos esquecemos de como esperar; este é um espaço quase abandonado. No entanto, ser capaz de esperar pelo momento certo é nosso maior tesouro. A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso - qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu. Também nessa nudez elas são belas, esperando pela nova folhagem com grande confiança de que as folhas velhas tenham caído, e de que as folhas novas logo estarão chegando. E as folhas novas começarão a crescer. Nós nos esquecemos de como é esperar: queremos tudo com pressa. Trata-se de uma grande perda para a humanidade... Em silêncio e à espera, alguma coisa dentro de você vai crescendo - o seu autêntico ser. Um dia ele salta e se transforma numa labareda, e a sua personalidade inteira é estilhaçada: você é um novo homem. E esse novo homem conhece os sumos eternos da vida..."

Autoria: Osho