quinta-feira, 3 de maio de 2012

Somos todos iguais...




Somos todos tão iguais e nos vemos tão diferentes!

E quando nossos sentimentos se cruzam com o que lemos ficamos surpresos...

Não somos os únicos a sentir dor...

Não somos os únicos a sentir medo, insegurança...

Não somos os únicos a temer o desconhecido, a sentir decepção, a chorar de tristeza, a ficar na dúvida, a não saber que decisão tomar e recear ter feito a escolha errada...

Sofremos mais porque nos vemos sós.

Porque temos dificuldade em imaginar que outras pessoas passem por caminhos parecidos com os nossos.

Porque nos fechamos no nosso quarto e em nós, nos sentimos tão miúdos que dificilmente imaginamos que fora da nossa janela ,outros seres sentem-se pequenininhos também, cada qual sozinho na sua dor e solidão.

A auto-piedade que nos devasta, assola milhares de eus espalhados por aí.

Vistos do alto, somos apenas pequenos pontos, grãos de areia no mar da vida, tremendamente parecidos.

E a chuva, quando rega a terra, não escolhe cabeça; o sol ilumina tudo por igual e a lua pode encantar qualquer um.

Somos todos sim iguais na alma, na pequenez e na grandeza;

Eu choro também, me comovo, morro um pouquinho a cada dia e renasço na minha fé.

Desanimo de vez em quando e ergo a cabeça logo depois; espero impaciente o nascer do dia e faço planos pro dia seguinte.

Me faço mil perguntas para as quais não encontro respostas.

Somos assim, tão iguais eu e você e tantos outros!...

A prova disso é que você se identifica com o que digo.

Se a emoção que aperta meu peito, aperta o peito de quem me lê, é porque somos feitos do mesmo barro.

E se posso ver e crer na vitória e ultrapassar meus limites é porque todo mundo, cada um pode. Podemos conjugar todos os verbos em todos os tempos!

É verdade que o sol não nasce e não se põe pra nós no mesmo momento, mas isso não muda em nada a verdade de que somos assim maravilhosos e importantes grãozinhos de areia aos olhos de Deus.

(A.D.)

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