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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O sininho da alegria...



Deitado ouvia o sininho da alegria que balançava traduzindo a voz do vento.
Ao longe os trovões anunciavam a aproximação da chuva.
Aos poucos os pingos iniciaram a digitação no telhado da varanda,
pingos tímidos inicialmente, foram aumentando aos poucos.
Uma madorna agradável; não saberia dizer se cochilava ou escutava a chuva.
Naquele instante a mente serena era só alegria.
De repente não era só o sininho da alegria a anunciar a chuva; 
também a minha alegria anunciava o findar do dia. 
Se adormeci ou não em seguida, não saberia dizer.
Uma coisa é certa: o sininho já não mais traduzia somente a voz do vento, traduzia também a beleza da vida.

(A.D.)

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