domingo, 20 de maio de 2012

O lótus divino...



"O que denominamos de Lótus Divino se ramifica no corpo espiritual, que se ajusta com esplendor estupendo na planura craniana que, por sua vez, interliga-se de maneira indireta com as glândulas endócrinas e ainda filtra o éter cósmico, que nos serve de matéria pensante no envólucro da carne e, para nós outros, no mundo espiritual.

Ele é o centro plenário de estímulos a todos os outros de menor importância em relação à sua grandeza. É também chamado de "flor de mil pétalas", a esplender um perfume inebriante. Quando a alma tem pureza de sentimentos, aos olhos do clarividente é como se fosse um sol nascendo em dias claros, tendo a cabeça como o planeta Terra e, em alguns, tendo grandes estrias de um azul encantador.

Achamos que esse pequeno prisma do chakra coronário nos leva a uma responsabilidade maior sobre a vida. A natureza convida-nos a nos prezar mais, a nós mesmos, e engrandece o nosso amor ante a bondade de Deus.

O corpo físico constitui a soma de todos os esforços de bilhões de anos. É como uma usina incomparável, uma roupa celestial, na qual o espírito pode viver na Terra para alcançar o céu.

E os outros corpos que a alma usa? Certamente são mais complexos, e só agora a coletividade está começando a ter uma ideia pálida das suas constituições e de seus efeitos diante do corpo físico. E tudo isso é comandado pela mente, energismo poderoso, capaz de destruir ou sublimar a matéria condensada que serve para o seu roteiro no mundo.

Ainda é cedo para que possamos revelar a engrenagem do Lótus Divino, a sua amplitude e desempenho junto ao progresso do espírito. Os corpos somáticos estão constantemente perfurados por milhares de raios, que chegam de todas as direções, sem, com isso, afeta-los de modo a temer a existência. O éter cósmico, bem sabemos, interpenetra tudo, até mesmo a matéria mais rarefeita. Canta com harmonia celestial no mundo interatômico, conservando a unidade nuclear.

Todavia, ao penetrar no vértice coronário, este lhe serve de reator transformando-o em fluido plasmático, de modo a nos dar meios para pensar, formar as ideias e poder colocar a razão em pleno funcionamento, para que o verbo se expresse e a escrita se materialize. Ainda tem outras funções!...

Agora vamos ao nosso principal objetivo: o fluido vivo que usamos, e que, na sua virgindade plena, grava as nossas emoções, é veículo dos nossos pensamentos.  No entanto, é cegamente obediente às leis universais. Pelo que nele escrevemos, com as nossas atitudes, somos responsáveis. Antes que as nossas ideias sejam emitidas pela mente, para a.viagem, em primeiro plano, por todo o cosmo orgânico, deixam os primeiros resíduos com o seu próprio criador, resíduos esses que poderão ser corrosivos ou regenerativos, de acordo com a natureza das ideias. Podem intoxicar a organização psicofísica, ou vitalizá-la, de conformidade com a sua composição congénita. Conhecendo essa verdade, a inteligência nos propõe uma renovação de conceitos, uma mudança de atitudes, uma completa reforma em toda a área da mente, pois é nesse centro de vida que se inicia a felicidade.

Há alguns exercícios salutares que nos ajudam a quebrar certas amarras vinculadas à ignorância, como: ao falar, fazer com que o amor seja uma luz que o verbo conduz, pelo som, em direção a quem nos ouve. Não podeis esquecer de concentrar-vos nessa virtude, e assim, podeis fazer com a alegria, com a caridade, com a serenidade, com a fraternidade, a saúde etc. Com a prática, ireis compreendendo o quanto é divino esse método, e o aperfeiçoamento vem, por meio intuitivo, deixando um bem-estar indizível em quem o pratica, pois são vibrações que desprendemos com alto teor magnético de expressão superior. No futuro, esse vai ser o medicamento para restabelecer corpos e harmonizar almas aflitas.

Quanto mais o véu se abre para nós, mais amamos o Cristo, por identificar n'Ele a mais pura mensagem espiritual vinda ao mundo. Na verdade, vos dizemos que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Passando pelo Mestre dos Mestres, encontraremos a luz."

Autoria: Miramez/João Nunes Maia

Nenhum comentário:

Postar um comentário