sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Uma mulher nunca é apenas uma mulher...

 
 
 
Ah, mulheres que escondem dentro de si tantas outras.
Uma mulher nunca é apenas uma mulher.
Talvez ai esteja a dificuldade de nós, homens, entendê-las.
Uma mulher traz dentro si muito mais que mistérios que jamais desvendaremos.
Mulher é plural, jamais singular.
São muitas em uma só.
Guerreira, parceira, amiga, companheira, mãe, trabalhadora, amante, cúmplice…
Nossa, a lista não tem fim, tantas que são.
E sua complexidade gera em nós, homens, perplexidade.
São tantas almas em um só corpo…
São o sagrado, mesmo que os ditos guardiões do sagrado não as reconheçam.
São a vida, geram a vida e dão a vida.
Alimentam, amparam, consolam, protegem…
Toleram o sofrimento e a dar muito mais que o mais empedernido machão.
São a própria solidariedade, pois dividem seu corpo com outro ser, 
que ainda nem conhecem.
Ah, mulher, tu que és tantas em uma.
Os poetas já as compararam com rosas, com jardins, com flores várias.
Mas digo que são o próprio universo, tão cheias de mistérios 
e encantamentos, tão profundas.
Só por estas singelas razões merecem nosso mais absoluto respeito.
E a suprema covardia é o levantar de uma mão para atingí-las…
Uma palavra para ofendê-las…
Seres altivos, que jamais se submetem, mesmo que aparentem submissão.
Triste do homem que pensa as governar.
Na verdade são governados, apenas se iludem…
Uma mulher jamais será apenas uma mulher.
E nós, homens, jamais desvendaremos seus segredos.
Por isto mesmo devemos respeitá-las, amá-las pelo que e como são.
Pois jamais teremos a capacidade de ser tantas em uma,
Como as mulheres são.

Autoria: Silvio Belbute

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