domingo, 21 de agosto de 2011

A morte do amor...





“É a pior morte, a do amor.
Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado,
é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona.
A morte de um amor, ao contrário, é viva.
O rompimento mantém todos respirando: eu, você, a dor,
a saudade, a mágoa, o desprezo - tudo segue.
E ao mesmo tempo não existe mais o que existia antes.
É uma morte experimental:
um ensaio para você saber
o que significa a morte ainda estando vivo,
já que quando morrermos de fato, não saberemos.”

Autoria: Martha Medeiros

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