sábado, 20 de agosto de 2011

A simplicidade...





“Por  mais  bela que seja a moldura de um quadro, não pode ser mais valiosa
do  que  ele.  Por mais bonita que seja a decoração de uma casa, não valerá
nada  se  não  tiver excelentes alicerces e não for bem construída. É muito
importante,  portanto, saber distinguir o básico do periférico, o essencial
do  ornamento.  Todo  ornamento  é  agradável,  pois embeleza e satisfaz os
sentidos,  mas  não  é  real  ou indispensável; é apenas custoso. Em geral,
gastamos  a nossa energia, os nossos esforços e os nossos bens à procura de
inumeráveis   coisas   supérfluas,   que,   no  final,  não  são  realmente
necessárias.  Devemos,  pois, nos perguntar freqüentemente se as coisas que
estamos  perseguindo  são  de  fato importantes, ou são meras ilusões que a
nossa  vaidade  e  o  nosso  orgulho  tentam  obter, para que os outros nos
elogiem, muitas vezes, por falsidade ou ressentimento. Se nos questionarmos
sobre  o  que,  de  fato,  precisamos para nos sentir bem, dignos, nobres e
inteiros,   iremos   nos   desvencilhar   naturalmente   de  várias  falsas
necessidades.  Com  isso,  nos  sentiremos  cada vez mais simples, fortes e
cheios  de  valor.  No fundo, ter mais valor é o que todos buscamos. E esse
valor está em nós mesmos e não nas roupas e jóias que usamos.”

(A.D.)

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