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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Imagina-te...





Em muitas ocasiões, especialmente quando se te agravam 
as situações difíceis, perguntas a esmo como conquistar serenidade, 
de maneira a varar os percalços do dia-a-dia.

***
Imagina-te no lugar daqueles que se te fazem motivos de irritação 
e examina-te um tanto mais.

***
Se, em teu grupo de trabalho desempenhasses a função do chefe,
atormentado de problemas e conflitos, estarias talvez em mais duras condições
de intemperança mental, quando isso acaso acontecesse.

***
Caso te visses na posição do subalterno, faceando, às vezes , 
amargos dramas domésticos, é provável evidenciasses 
mais lentidão no serviço a fazer, quando isso viesse a suceder.

***
Considerando a possibilidade de seres o doente que te incomoda,
quando isso se verifique, decerto não te reconhecerias com menos intolerância diante do sofrimento.

***
Na hipótese de haveres sofrido as longas tentações da criatura julgada em erro,
é possível houvesse descido a mais baixo nível.

***
Se te notasses na posição enfermiça da pessoa que te ofendeu,
ignoras se não terias ferido alguém com mais ímpeto.

***
Analisemo-nos, através das lentes da introspecção e reconhecer-nos-emos
imensamente distantes da condição dos anjos.

*
Isso nos ensinará que os companheiros com os quais convivemos
 nem sempre conseguirão apresentar, por enquanto,
qualidades que ainda não possuímos e raciocínios mais profundos
nos farão sentir a necessidade de calma e tolerância, de uns pra com os outros,
em todos os momentos inquietantes da vida. 

(A.D.)

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