domingo, 21 de agosto de 2011

Há dias...





Há dias em que a opção é entrar pela porta dos fundos,
no triscar de dedos,
no calar da noite e da alma.
Por que alguns caminhos são feitos de silêncios
e estradas cercadas por muros de medo que construímos
no ir e vir das ondas,
no parar do tempo que cada um esconde.
Por isso ando ziguezagueando por ai,
o que há de chegar pousa bonito e é na leveza dos passos
que a gente finca os pés na esperança.
Se cair, levanta.
Se ancorar, provoca algumas quedas, improvisa algumas pontes,
desamarra algumas dores e segue.
Por que caminho a gente sempre tem.
Difícil é se perder em si.

Autoria: Priscila Rôde

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