sexta-feira, 25 de março de 2011

Corações afáveis...

 



Quantas oportunidades desperdiças de semear júbilos fora e dentro de ti
mesmo, porque insignificante problema toldou a luz do teu amanhecer, ou
irritação por coisa de monta insignificante produziu um mal-estar na
execução do teu programa?! Lutaste para conservar a mágoa, disputando a
tarefa de parecer e ser infeliz, esquecendo as fartas concessões que o teu
coração, tornado afável, poderia conseguir!

Simplifica o teu roteiro de ação, dilata a visão do bem no panorama das
tuas horas, e com o preço mínimo de um sorriso considera a coleta de júbilos
que dele de deriva e que poderás colher.

Jesus, dilatando o seu coração afável, contou as mais belas hipérboles e
hipérbatos, parábolas e poema que o homem jamais escutou. Um grão de
mostarda, uma moeda insignificante, algumas varas, uma pérola luminosa,
peixes e redes, talentos e sementes receberam da sua afabilidade um toque
especial de beleza que comoveram, a princípio petulante e douto, um cobrador
de impostos rejeitado, jovens homens da terra e velhos marujos decididos,
sensibilizando, depois, incontáveis corações para como eles inaugurar um
reino diferente de amor, que até hoje é a mais fascinante história da
Humanidade.

Começa, desse modo, desde agora, a experiência de manter um coração
afável, disseminando bênçãos.

“*Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus*”.
(Mateus: 5-8.)

“*A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade.
Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho*”. Evangelho segundo o
Espiritismo – Cap.VIII – Item 3.


Há, sim, intenso movimento por parte das Trevas, com a intenção de manter as pessoas cativas de sua própria ignorância.

Os espíritos que se opõem à presença da Luz contam com representantes em quase todos os setores do progresso humano, intentando obstruir-lhe a marcha na Política, na Religião, na Ciência, nas Artes…

Disputarão, palmo a palmo, a posse do Orbe em que Jesus veio lançar as balizas do Reino de Deus. A luta ainda se desdobrará, imensa, nos séculos vindouros.

Sem uma intervenção de natureza divina, creio que a vida na Terra não se modificaria, para melhor, conforme se espera no milênio que se inicia.

Mas, espírito algum, por mais recalcitrante, conseguirá opor-se aos Desígnios do Criador.

A pouco e pouco, toda resistência será vencida e o Bem triunfará.

Custa-nos crer, porém, a Humanidade tem, sucessivamente, emergido do caos, desde os seus primórdios.

Há um Projeto Divino contra o qual força alguma consegue conspirar com êxito.

O mal trabalha contra si mesmo…

Os espíritos rebelados sabem que lhes é inútil toda oposição às Leis que nos governam, mas, mesmo assim, não recuam tão facilmente.

Ergue-te e Caminha

Autoria: Joanna de Ângelis

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