domingo, 1 de dezembro de 2013

Retrato da paz...




''... Reverenciado por sua sabedoria, certa vez um imperador convocou os artistas mais talentosos do mundo e lançou o desafio: daria um fabuloso prêmio àquele que fizesse o melhor retrato da paz.

Mãos à obra, o resultado foi uma série dos quadros mais sublimes sublimes jamais vistos, dentre os quais o monarca selecionou os dois finalistas.

No primeiro, via-se um lago cristalino, que refletia as montanhas verdejantes à sua volta e pássaros voando no céu azul.

Já no segundo, um despenhadeiro erguia-se ameaçadoramente sob um céu negro e cortado por relâmpagos, enquanto uma cachoeira desabava morro abaixo junto a tempestade.

Todos se maravilhavam ao ver a primeira obra; afinal, a outra era o oposto da paz.

Porém, para assombro geral, foi justamente a segunda a escolhida pelo soberano - que explicou sua decisão: "Vocês não observaram o detalhe mais importante da pintura. Reparem ali".

Todos, enfim, notaram: atrás da cachoeira, saindo das ranhuras da rocha, havia um pequeno arbusto, e, nele, um ninho de passarinho - nesse ninho, alheio ao caos reinante, a mãe passarinho chocava seus ovos em paz.

"Estar em paz não significa estar onde não há confusão ou dificuldades", disse o imperador.

"A verdadeira paz acontece quando, mesmo em meio a tudo isso, você permanece calmo em seu coração".

(A.D.)

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