quinta-feira, 9 de maio de 2013

Se eu soubesse...





Caridade é, sobretudo, amizade. Se algum dia eu soubesse que nunca mais veria você apenas dormindo, eu lhe daria um abraço mais forte e pediria a Deus para acolher a sua alma. Se eu soubesse que seria a última vez a ver você saindo para a rua, eu lhe daria um beijo e o chamaria para dar mais um.

Se eu soubesse que seria a última vez a ouvir sua voz elevando uma oração, eu gravaria cada movimento e cada palavra, para revê-los depois todos os dias. Se eu soubesse que seria a última vez que eu poderia parar mais um ou dois minutos para dizer-lhe “gosto de você”eu diria, ao invés de deixar que você presumisse.

Se eu soubesse que hoje seria o último dia a compartilhar com você, tenho certeza de que o sentiria muito mais intensamente em vez de deixá-lo simplesmente passar. Sempre acreditamos que haverá o amanhã para corrigir um descuido e para ter uma segunda chance de acertar.

Será que haverá sempre um outro dia para expormos nossos sentimentos? Haverá sempre uma chance para dizer “posso fazer alguma coisa por você?” O amanhã não é garantido para ninguém, seja para jovens ou mais velhos, e hoje pode ser a última chance de abraçarmos aqueles que amamos.

Então, se estamos esperando pelo amanhã, por que não agirmos hoje? Assim, se o amanhã nunca chegar, não teremos arrependimento de não termos aproveitado um momento para um sorriso, para um abraço, para um beijo, uma gentileza, porque estávamos muito 'ocupados' para dar a alguém o que poderia ser seu último desejo. Abracemos hoje aqueles que amamos, sussurremos em seus ouvidos, dizendo-lhes o quanto nos são caros e que sempre os amaremos.

Encontremos tempo para dizer: “Desculpe-me”; “Perdoe-me”; “Obrigado”; “Eu perdoo você”. Sempre há tempo para amarmos e se não houver amanhã, também não haverá remorsos de hoje para carregarmos.

Autoria: Sílvia Schmidt

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