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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Recomeçar é preciso...




❝... Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.

Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.

A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante frequência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.

A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.

Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.

Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?

A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.

Avança!

Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé...❞


Autoria: Letícia Thompson

Tolerância, o caminho para a felicidade...




❝... Tolerar é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando compreender e aceitar, da melhor forma, as diferenças com relação ao comportamento alheio. Olhando ao nosso redor não fica difícil constatar que a cada dia cresce o número de pessoas intolerantes no mundo, seja na família, no trabalho e, principalmente, no trânsito.

Dia destes, vendo televisão, deparei-me com um homem que estava parado ao lado de um ônibus num trânsito bastante caótico. De repente, ele saiu pela janela do seu carro, quebrando aos socos o vidro do motorista do ônibus; agredindo-o de forma violenta, quem sabe, por algum motivo banal. Numa outra situação, diante de uma fechada brusca, um motorista persegue o outro e acabam se agredindo no meio da rua.

Numa situação destas, percebe-se que as pessoas, de modo geral, estão "explodindo" por muito pouco, totalmente fora do seu controle emocional. A pergunta é: onde iremos parar com isso tudo?

Como será a geração futura das nossas crianças, quando presenciam tamanha barbaridade? São perguntas simples, porém, importantes para que possamos começar a nos conscientizar da total intolerância que vivenciamos. Somente através de uma conscientização, fazendo uma revisão geral na nossa vida, com relação às nossas posturas, valores e crenças, é que poderemos dar início a uma profunda mudança de comportamento.

Não podemos modificar o outro, mas podemos modificar a nós próprios, principalmente, com relação aos erros alheios.

Saber dos nossos limites, onde começa o meu e termina o seu, torna-se fundamental para o respeito mútuo. Se pararmos para observar, quando estamos desequilibrados, tudo parece conspirar para que a situação vivenciada aumente de tamanho, ou seja, a irritação, desconfiança, medo e insegurança tendem a ser tornar nossos maiores inimigos. Quantas vezes nos deparamos com pessoas que reagem de forma agressiva ante as adversidades da vida e depois acabam se arrependendo amargamente de suas atitudes impulsivas.

Antes que possamos pensar em agredir alguém, seja, física ou verbalmente, é importante pararmos para analisar se a situação fosse inversa; ou seja, e se fosse comigo? Ou ainda, qual será a consequência de minha atitude. Pensar, antes de tomar qualquer atitude impulsiva, sempre foi a melhor opção para o treinamento da tolerância.
 
Conta uma lenda que um sábio, diante de seus discípulos perguntou: - Como vocês reagiriam diante de uma pessoa que lhe desse um tapa no rosto? - O PRIMEIRO respondeu: "Mestre, com certeza eu lhe agrediria da mesma forma, revidando o tapa". - O SEGUNDO disse: "Também devolveria o tapa, reagindo com mais violência". - O TERCEIRO continuou: "Não reagiria à agressão; porém, muito ofendido e magoado lhe questionaria as razões para tamanha violência". - O QUARTO finalmente respondeu: "Não reagiria. Nutriria pelo mesmo um enorme sentimento de compaixão lhe questionando: o que houve com você? Posso ajudá-lo de alguma forma?

Exercitar a tolerância nos permite ver as situações de formas diferentes, procurando de alguma forma elevar nosso nível de consciência, para que não nos joguemos diante das situações de forma impulsiva e descomedida. Quanto mais consciente uma pessoa é, mais chances terá de ser tolerante com seus próprios erros e também, com o dos outros...❞

Autoria: Tania Paupitz

Somente o necessário...





❝... Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso. Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.

Comemos em excesso, trabalhamos em excesso, guardamos coisas em excesso, nos importamos em excesso com a opinião dos outros... Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas.

Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.

Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena), compromissos demais, pressa demais.

Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.

Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida. Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!

Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.

Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.

Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.

Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...❞


Autoria: Carlos Hilsdorf

Sinais de maturidade...




❝... A gente não sabe ao certo quando ela chega nem como ela se instala - talvez porque seja de forma lenta e quase imperceptível - mas de repente a gente se dá conta da prazerosa sensação da maturidade.

A pessoa madura sente-se mais livre para expressar pensamentos e sentimentos, dizer a sua verdade calma e mansamente. Muitas vezes opta por não dizer nada ainda que esperem que ela diga, e isto não lhe causa nenhuma culpa ou constrangimento.

A pessoa madura sente-se contente consigo mesma, valoriza o longo trajeto já percorrido e verifica que tanto as vitórias quanto as derrotas foram necessárias para o seu crescimento e plenitude. Não se desespera quando a vida parece dar uma longa pausa, aguarda com serenidade e otimismo as novas circunstâncias ainda não configuradas no cenário de sua existência.

A pessoa madura decididamente não faz tipo e se liberta de vez da ideia: mas o que vão pensar de mim?? Aprende a distinguir valores essenciais dos valores supérfluos e descartáveis. Sabe que esta passagem pela terra é rápida demais para ser desperdiçada com mazelas.

Os sonhos, projetos e ideais de uma pessoa madura são quase sempre exequíveis. Contenta-se com o que tem, ajusta-se dentro do próprio orçamento, não gasta mais do que ganha e faz algumas renúncias (de forma serena) em prol de seu núcleo familiar ou de alguma causa que resulte no bem comum.

A pessoa madura se despoja dos melindres, se despe dos preconceitos, deixa de ser reativa (reacionária) para ser pró-ativa. Aprende a gostar da própria companhia, torna-se a melhor amiga de si mesma dando ao próprio "eu" os contornos do equilíbrio.

Conhece seus pontos fortes e fracos, sabe que não tem todas as respostas nem é dona da verdade, mas mantêm um código secreto de verdades e valores próprios que lhe permitem nortear-se, de forma positiva, pelas diversas circunstâncias da vida.

A pessoa madura não aparenta ser. Ela é! Ela é alguém que deletou centenas de arquivos inúteis que atravancavam e emperravam o livre fluxo da própria existência. Ela é alguém que está em paz consigo mesma... ❞


Autoria: Fátima Irene Pinto

Ame como se o outro fosse você...




❝... Se o amor fosse bastante em cada coração, todos os males do mundo acabariam. Cada um olharia o outro como se estivesse se olhando no espelho e teria tanta compreensão e compaixão como se estivesse agindo por si mesmo. As asperezas da vida tornam as pessoas duras, amargas. E o pior é que nem sempre elas querem se livrar dessa carga que as tornam com o andar pesado e a visão do futuro vaga e obscura.

Há pessoas que temos dificuldade em amar. Difícil admitir, pois fomos feitos e criados para amar o próximo sem querer saber o que se esconde por detrás de seu passado e o que vai na sua alma. Cada um tem sua história, seus espinhos e sua cruz. Cada um também tem sua beleza, talvez apagada por acontecimentos, envelhecida por esperas que nunca tiveram fim e amargas pelo fel que a vida derrama vez ou outra.

Os altos e baixos da vida existem para todo mundo. Mas é quase sempre, para um e para outro, os baixos que marcam mais, os que definem a trajetória, marcam a vida inteira. E quando olhamos para uma pessoa assim cheia de cicatrizes, como rosas secas e sem perfume, a rejeitamos porque não queremos ficar iguais a ela. Portanto... uma autoanálise poderia revelar o quanto de maneira surpreendente nos tornamos iguais às pessoas que rejeitamos exatamente por recolhermos no nosso coração os mesmos sentimentos de amargura, desafeto, rejeição.

Ame cada pessoa como se para você ela estivesse acabando de nascer e seu coração não estivesse cheio de prejulgamentos. Ame como se passassem uma borracha sobre seus erros e conseguissem ver através de olhos de amor, apenas o bonito que há dentro de você. Ame como quem ama aquela flor que atravessou sol e chuva e sobreviveu, apesar de tudo. Ame como você gostaria de ser amado. Ame como ama Deus...❞

Autoria: Letícia Thompson

quinta-feira, 15 de maio de 2014

As mãos...





❝... Há mãos que sustentam e mãos que abalam.
Mãos que limitam e mãos que ampliam.
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados.
Mãos que se abrem e mãos que se fecham

Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que  destroem e mãos que edificam.
Mãos que  batem e mãos que recebem as pancadas por outros

Há mãos que apontam e guiam e mãos que desciam.
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e queridas.
Mãos que dão arrogância e mãos que se escondem aos dar.
Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos.
Mãos puras e mãos que carregam censuras.

Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem para ferir.
Mãos que pesam e mãos que aliviam.
Mãos que operam e que curam e mãos que "amarguram".

Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se empurram por ódio.
Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas que desviam da ruína.
Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham amor.

Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade.
Mãos que oram e imploram e mãos que "devoram" .
Mãos de Caim que matam.
Mãos de Jacó que enganam.
Mãos de Judas que entregam.
Mas há também as mãos de Simão, que carregam a cruz,
e as mãos de Verônica, que enxugam o rosto de Jesus.

Onde  está a diferença ?
Não está nas mãos, mas no coração
É na mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É a mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça.
Mãos que se levantam para abençoar,
Mãos que baixam para levantar o caído,
Mãos que se estendem para amparar o cansado.
São como as mãos de Deus que criam, que guiam,
que salvam; que nunca faltam.
Existem mãos... e mãos ...

As tuas, quais são?
De quem são?
Para que são?...❞

(A.D.)

Uma questão de escolha...




❝... Há pessoas que começam o dia com um ‘ter que’: ‘Eu tenho que ir ao trabalho, eu tenho que...’ – enquanto há outras que acordam e começam o dia com um pensamento de ‘eu quero fazer isso’, que pode ser revestido por uma palavra: SIM!

Quando a vida diária começa com SIM, mesmo aqueles com os quais podemos preferir não nos conectar serão alvo de uma atitude entusiástica e energizante.

Haverá alguma possibilidade de crescimento na interação.

Então, será que agora você começará seu dia com uma atitude relutante de ‘ter que’ ou com uma atitude entusiástica de ‘querer’?

Esta é a primeira e, provavelmente, mais significativa escolha de todo o nosso dia...❞

Autoria: Mike George