sexta-feira, 4 de maio de 2012

Reverencie-se com a conservação...




Acho que foi minha avó que me fez acreditar que eu precisava ficar o tempo todo ocupada. A inatividade, ela afirmava, era sinal de preguiça, e a preguiça, era pecado. Quando fui descobrir, já adulta, que isso não é verdade, meu ritmo de vida se tornara frenético. Aos 25 anos, já estava exausta. Eu não sabia relaxar. Não sabia conservar minha energia.

O relaxamento é a melhor forma de conservar energia e de viver mais e melhor. A primeira coisa a fazer é repensar e mudar nossos padrões de comportamento. É você quem se levanta primeiro para limpar a mesa? É você quem diz primeiro “Deixa que eu ajudo!” ou “Deixa comigo?”. A gente ganhava pontos por esse tipo de coisa na primeira série do primário. Lembra quando você levantava a mão e implorava à professora para apagar o quadro negro?

Fomos premiados por nos dispormos a fazer mais do que precisávamos. Fomos encorajados a nos manter ocupados. Depois, aprendemos a medir nossa importância na vida pelo número de coisas que fazíamos. Quando não temos coisa alguma para fazer, nos sentimos inúteis. Nos casos mais graves, acreditamos mesmo que somos inúteis. Como resultado, aprendemos a nos impor deveres que, em última instância, levam à exaustão mental, física e espiritual.

A conservação exige disposição de ficarmos inteiramente parados, correndo o risco de demonstrar preguiça. Ela inclui não só a quietude mental e emocional para conservar corpo, mente e espírito. Você merece descansar. Tem o direito de proceder num ritmo que lhe for confortável. Precisa de tempo para você, por você e com você, se quiser manter sua mente sã.

Da mesma maneira que não nos ensinaram a nos conservar, não aprendemos a conservar nossos recursos. Tempo, dinheiro e conhecimento são todos recursos dignos de serem preservados. Gastar o seu tempo fazendo coisas que não trazem a você ou a qualquer pessoa prazer ou alegria é um desperdício de recursos valiosos. Gastar o seu dinheiro de maneira e com coisas que não trazem benefícios a você ou a qualquer outra pessoa é outro desperdício de recursos. Tentar convencer uma pessoa de algo que ela se recusa a ouvir, é um desperdício de recursos valiosos.

Procure passar seu tempo num estado de relaxamento mental, emocional e espiritual. Mesmo quando tiver um impulso de extrema generosidade, conserve alguns de seus recursos para você. Minha avó costumava dizer: “Não gaste tudo no mesmo lugar”.

A Bíblia nos adverte: “Não atire pérola aos porcos. Não dê o sagrado aos cães.” Evite, a todo custo, dar o seu conhecimento, seu tempo e sua energia a causas e pessoas que não as merecem. Como saber que não merecem? Se você precisar brigar com uma pessoa para que ela aceite o que você está oferecendo como um ato de amor, ela não merece sua doação.

A vida quer que você dure muito, muito tempo. A vida quer que você esteja bem enquanto você estiver por aqui. Você não serve para a vida quando está sem ânimo. Aprender a relaxar e a conservar sua energia natural é um dos maiores presentes que você pode dar à vida.

Autoria: Iyanla Vanzant

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