domingo, 20 de março de 2011

Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas...


 

O amor — alma da vida — é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus. Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor. No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.  Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem. Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.

            Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas. Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.  Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama. A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosa. Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama. O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor. Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.

            O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir. O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução. Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas se te apresentem. A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé em consórcio de legítimo amor.

 Autoria: Joanna de Ângelis

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