sábado, 19 de março de 2011

Amarás teu próximo como a ti mesmo...


 

O amor verdadeiro ama o outro como a si mesmo. Isso deve ser seguido ao pé da letra: é preciso realmente vermos no outro um "outro nós" e fazermos ao outro o que faríamos a nós mesmos. O amor verdadeiro é o que sabe sofrer com quem sofre, alegrar-se com quem se alegra, carregar os pesos dos outros e, como diz Paulo, sabe "fazer-se um" com a pessoa amada. Dessa forma, é um amor não só de sentimento ou de palavras bonitas, mas que se exprime em fatos concretos.
 
Quem possui outra fé religiosa também procura agir assim, segundo a conhecida "regra de ouro", que existe em todas as religiões. Ela exige que façamos aos outros o que gostaríamos que fosse feito a nós. Gandhi a explica de modo muito simples e eficaz: "Não posso fazer mal a você sem ferir a mim mesmo".
 
A cada momento, deve ser uma oportunidade para reavivarmos o amor ao próximo, que tem os mais diferentes rostos: a vizinha, a colega de escola, o amigo, o parente mais próximo. Mas tem também os rostos daquela humanidade angustiada dos países em guerra ou das vítimas de catástrofes naturais, que a televisão traz às nossas casas. Antes eram desconhecidos e muito distantes, mas agora também eles se tornaram nossos próximos.
O amor vai nos sugerir, em cada circunstância, o que fazer e, aos poucos, dilatará o nosso coração na medida do coração de Jesus.

Autoria: Chiara Lubich

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